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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Manteiga Verde



O semestre letivo começou, meu tempo reduziu e meu ânimo para cozinhar não anda lá essas coisas. Mas andei me aventurando e fazendo uns testes culinários.  Preparei uma manteiga com alguns temperos e gostei do resultado. Uma amiga me falou de uma manteiga temperada que usou numa carne assada na chapa. Fiquei imaginando e desejando... Aí resolvi tentar do meu jeito. Você pode usar os temperos que quiser. É muito simples:

250g de manteiga
Cebolinha (a quantidade que desejar)
Coentro (a quantidade que desejar)
3 dentes de alho

Processar tudo junto até que a mistura fique levemente homogênea. Depois de processada, a mistura pode ser colocada em saquinhos de sacolé (juju, chup-chup, brasinha) e levar ao refrigerador para solidificar e conservar. A proporção que usar retire fatias e coloque em carne assada, bifes, ovos estrelados, farofa, molho branco e onde sua imaginação mandar. Ta aí um coisa simples que faz toda a diferença!!!!

OBS.: Tentei fazer bolinhas com um boleador, mas não tive sucesso pois as bolinhas ficaram quebradiças por causa dos pedacinhos de tempero.














quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Com que tapioca eu vou?

Tapioca Tipo I
Tapioca Tipo II


Recebo muitas perguntas sobre o tipo de tapioca que deve ser usada nas receitas e embora eu explique, percebo que muitas pessoas não sabem diferenciá-las.  Por isso, escrevi este post. Não sou especialista nisso, mas já experimentei  dois tipos de farinha de tapioca e ambas são saborosas na preparação de cuscuz, bolinhos de estudante, mingaus e bolos. Cresci conhecendo como tapioca, um tipo flocado, alvinho, muito parecido com um beiju quebradiço, daqueles que se encontra na beira das estradas e são vendidos empilhadinhos em saquinhos plásticos. Esta tapioca é vendida, normalmente, nas feiras livres de muitas cidades da região nordeste (vou chamá-la aqui de tipo I). 
O outro tipo (II) é bem granulado e forma bolinhas duras, capazes de quebrar um dente se você mordê-la como vem do mercado, mas que ficam macias na preparação das receitas por causa de algum liquido misturado a elas. Falando em mercado, é lá que elas são encontradas. Nas gondolas onde ficam os cereais, farinhas, milho de pipoca, amendoins, etc. Os dois tipos absorvem muito líquido, mas acho que o tipo II, absorve mais por ser mais caroçuda. Uma receita que sempre me perguntam é a do bolo de tapioca que já postei aqui. Esta receita e outras que postei no blog há algum tempo atrás, fiz com a tapioca flocada (tipo I) e por isso devo postar em breve o bolo de tapioca com a tapioca tipo II para testá-la e esclarecer as dúvidas dos nossos leitores.  Ah! E ainda tem a massa de tapioca (aquela que as tapiocarias utilizam), que merece outro post! Depois falo dela também, ok?!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como Preparar Caranguejo


Com a chegada do verão e o passeio às praias dá aquela vontade de comer um caranguejo!!  E olha que já ouvi dizer que os meses do ano que tem caranguejo gordo, são os meses sem a letra "R". Portanto, Janeiro não é o mês ideal. Mas se você quiser matar a vontade vai ter que desembolsar R$ 5,00 por cada um nos bares ou barracas de praia e a vontade só passa depois de uns quatro ou mais...rss. Na verdade, o valor não é problema quando a gente percebe o trabalho que dá preparar esse crustáceo, mas é gostoso também comer em casa, tranquilamente.  Alguns não gostam de comer por causa do local onde eles vivem, o mangue. Bem, neste caso dois cuidados devem ser tomados: saber a procedência e limpar adequadamente durante o preparo. Caso você queira experimentar, aqui vão algumas dicas de como matar, limpar e cozinhar o caranguejo:

Os caranguejos são vendidos normalmente em cordas com algumas unidades, mas podem também ser mantidos vivos e soltos em baldes grandes e serem escolhidos pelo freguês.

a)      Quando chegar em casa, você deve colocar os caranguejos em um tanque de lavar roupas e jogar água para tirar um pouco do lodo que vem incrustado na carapaça (foto 1).

b)      Com uma faca, tente virar o caranguejo com a “barriga” (região ventral - estrutura em forma de triângulo*) para cima e espete a ponta da faca na posição indicada na foto 2. Este procedimento causa a morte do animal.

*Esta estrutura na forma de triângulo indica também que trata-se de um caranguejo macho (a captura de fêmeas compromete a reprodução do caranguejo e, consequentemente, a atividade pesqueira). As fêmeas tem esta estrutura mais alargada e ovalada.

c) Depois de sacrificar todos os caranguejos, retire a estrutura triangular como está      indicada nas fotos 3 e 4, eliminando o intestino.

d) (Essa é a parte mais chata...rsss) ...retirar os pelos. Com o auxílio de uma faca, raspar os pelos das pernas, que além de peludas guardam muita lama de mangue (os machos são muito peludos, enquanto as fêmeas tem poucos pelos). Compare a imagem da foto 6 e 7, antes e depois de limpar as pernas dos caranguejos. Não precisa retirar tudo, só o excesso.

e) Retirados os pelos, agora é hora de escovar toda a carapaça e as pernas com a ajuda de uma escova pequena em água corrente (pode ser de dentes) para retirar o excesso de lama (as regiões mais encrustadas ficam na parte ventral (de baixo) do caranguejo, articulações, lateral da “cabeça” (carapaça)). Enfim, onde tiver lama.

Importante: Mesmo depois de lavados, os caranguejos reservados e separados para o cozimento, escorrem um caldo escuro no fundo do recipiente onde ficam. Por isso, antes de submetê-los ao cozimento, é bom deixar escorrer um pouco, desprezando-o. Isso evita que o caldo onde será cozido o caranguejo fique com aspecto e sabores ruins.

f) Por fim, o cozimento pode ser feito de duas maneiras: Colocando os caranguejos em água fervente temperada com sal; ou preparando um tempero como o de moqueca de peixe (pimentão, tomate, cebola, alho, sal, cheiro verde (coentro e cebolinha) e acrescentando um pouco de leite de coco). A estes temperos já refogados deve ser acrescentada a água e quando estiver fervendo, os caranguejos devem ser colocados. Nos dois casos, os caranguejos estarão cozidos depois que der para sentir o cheiro característico dele depois de preparado (aproximadamente uns 15 a 20 minutos). No mesmo caldo, podem ser cozidos vários caranguejos por várias vezes. Portanto, se sua panela for pequena como a minha, cozinhe dois ou três de cada vez – foto 8. Este do post eu cozinhei somente em água e sal e ficou ótimo. Uma outra dica, usar o caldo do cozimento para fazer um delicioso pirão. Se o caldo tiver somente água e sal, é só refogar os temperos e acrescentá-los. Um post com o pirão eu publico depois, ok??!!
                




Nesta empreitada tive o auxílio do meu esposo e do meu braço direito, a Arlete. Santa ajuda, viu??!!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Adoce o seu Natal com estas receitas


Quem viu o ultimo post e gostou das receitas simples sugeridas para a ceia de Natal, vai gostar destas aqui também. Umas tradicionais, outras nem tanto, mas práticas igualmente.  Feliz Natal a todos!!!! Confira outras receitas sugeridas aqui


1- Biscoitos temáticos de Natal 

2- Rabanadas

3- Brigadeirão com Doce de Leite

4- Muffin de Banana, Maçã e Canela

5- Torta de Limão com Chocolate

6- Pudim de Coco Queimado

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Alimentos de difícil manuseio à mesa francesa (e outras tantas...)


Quantas vezes já vimos programas de TV falando sobre como se portar a mesa de um jantar chique. As novelas e filmes mostram algumas cenas que nos fazem morrer de rir devido a falta de traquejo social (e gastronômico) dos seus personagens  que, certamente, imitam a vida por ai afora. Este post lista alguns alimentos que merecem atenção especial em casos que é de extrema importância causar boa impressão:

Alcachofras – Come-se com mão, folha por folha, as bases sendo mergulhadas em molho vinagrete ( os americanos preferem manteiga derretida). Retira  os “pelos” com as mãos, mas o miolo é cortado com faca.

Aspargos – São geralmente servidos com pinças e apresentados em prato perfurado para que a água escoe. Em casa come-se com a mão; quando convidado, com garfo e faca, o que implica cortas as pontas, mergulhá-las no molho e deixar a parte mais espessa do corpo no prato.

Cerejas – Come-se com as mãos e os caroços são cuspidos na mão ou numa colher e recolocados no prato.

Uvas – Jamais pegá-las uma a uma do recipiente (é grosseiro!!). O ideal é despregar pequenos cachos e coloca-los no seu prato

Escargots – Usar a pinça apropriada para segurar a concha e retirar o escargot com garfo apropriado

Foie Gras – Come-se como garfo, partindo-se os pedaços com o garfo ou faca. Nunca esparramar pelo pão, como se faz com a  manteiga

Ostras – como elas já vem abertas, coloca-se o vinagrete ou espreme-se o limão sobre elas. Segurar a concha com uma mão e descola a polpa da casca com uma colherzinha especial. Pode-se tomar a aguinha da própria concha.

Mexilhões – Usar uma concha vazia do próprio mexilhão como pinça para retirá-los

Caranguejos – Quando muito grandes, já vem quebrados; se não, quebrar com um quebra nozes e retirar a carne com uma pinça longa. Quando muito pequenos, quebra-se grosseiramente e chupa-se o que é possível

Camarões – Quando grandes podem ser descascados com garfo e faca e quando pequenos, segura-se a cabeça com a mão e come-se o resto, sem descascar

Lagostas e lagostins – Estes não permitem muita elegância. Torça as garras dienteiras da lagosta e quebre-as com um quebra-nozes. Torça a cauda do corpo, e a seguir, a nadadeira da cauda, até arrancá-las. Com um garfo longo apropriado retira-se a carne da cauda. Quanto ao corpo: separar a carne da casca para retirar o fígado da lagosta, que segundo alguns, é a parte mais saborosa. Sugar as patas como  um canudo.

Estas informações foram extraídas do livro “O passaporte do Gourmet” que já postei aqui.

O vídeo abaixo mostra mais ou menos este ultimo que eu considero o mais complicado de 
todos.






quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cavaco com massa de lasanha



Esta não é bem uma receita. É uma dica frívola da minha caixinha de memórias infantis. Cavaco lembra a minha infância... Pra quem não sabe o que é:  massa estirada com rolo  e frita, como se fosse um pastel sem recheio. Lembro de uma senhora no meu bairro que trocava papel de enrolar pão por cavaco, mas não lembro o que ela fazia com o papel. Acho que enrolava  os docinhos e cocadas que vendia.  Mas de uma coisa me recordo: eita que o trem era bão sô!! Os cavacos eram enormes e açucarados. Eu sou suspeita pra gostar disso, já que adoro massa, às vezes até mais que o recheio. Pensando nisso fiz uns cavaquinhos redondos com auxílio de um cortador de biscoitos. E o que é mais legal, utilizei massa fresca para lasanha, pois não tinha massa de pastel. Fritei em óleo quente e deu super certo!  Ficou ótimo para comer como entrada com patês, maionese, molho tártaro, etc. Experimente!

Já fiz outras receitas com massa de lasanha frita. Dê uma olhada na banana real que postei um tempo atrás!


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fazendo Panko em Casa (Panko Homemade)



Quem não gosta de empanados? Difícil encontrar alguém que não goste. Até a culinária japonesa que utiliza tradicionalmente carne crua nas suas produções gastronômicas, se rendem aos fritos e grelhados como o tempurá (bolinho de legumes e camarão), o teryiaki (carnes ou peixe com vegetais grelhados) e o yakisoba (a massa frita do macarrão instantâneo). Os japoneses costumam utilizar nos seus empanados (ou panados) uma farinha diferentes daquela que nós usamos, o Panko. Ela é tão simples de fazer quanto a farinha de rosca, a diferença é que usa-se o miolo do pão de forma ralado ou triturado levemente. Por isso ela é mais branquinha e flocada, ao invés da farinha de rosca que é amarelada (devido a cor da casca do pão francês) e peneirada. Mas a principal diferença que agrada o paladar é a textura do alimento empanado e frito com o panko, que fica deliciosamente crocante e mais leve. Se eu fosse você fazia logo o teste, que é super fácil!

A quantidade de pão que usei foram suficientes para empanar 1 peito de frango cortado em cubinhos médios.

Ingredientes:

6 fatias de pão de forma (“pão puma” para os paulistas e “pão de caixa” para os paraibanos)

Não retirei a casca do pão de forma por que o pão era bem macio e todo clarinho. Coloquei as fatias no processador e ralei com a peça indicada na foto (caso não tenha processador, use o liquidificador cuidando para não triturar muito). Coloque numa forma e depois leve ao forno por uns cinco minutos ou mais (depende do seu forno) o suficiente para deixar a farinha sequinha sem deixar corar. Você pode fazer uma quantidade maior se quiser, contanto que armazene em local seco e bem vedado.

OBS. Se ficarem alguns pedaços de pão depois de processar, depois que forem submetidos ao calor do forno ficarão sequinhos e poderão ser desfeitos apenas apertando com os dedos.

Observe na foto a isca de frango que fiz utilizando o panko “homemade”  e clique aqui para uma receita de isca de frango (foi a primeira postagem do blog Maná da Mamãe)...rs e compare as imagens do frango frito com a farinha de rosca e com o panko.








sábado, 25 de agosto de 2012

Leitura para disciplinar a mente e o paladar



Todo mundo sabe que a gastronomia francesa é hors concurs, né? Mas muita gente não conhece os fatos que justificam essa fama. O livro ‘O Passaporte do Gourmet’, de Elisa Donel, é obrigatório na cabeceira de quem precisa se informar sobre os hábitos franceses na hora de comer: o que, onde  e como, dicas de conduta (convites, serviços, comportamento, acessórios, pratos), manias (lê-se tradições), a história da nouvelle cuisine, guias e escolas gastronômicas, os famosos queijos, os aperitivos, o que comer com o quê. Só lendo mesmo pra ver quanta informação pode ser útil a quem pretende experimentar os ares do velho mundo. Só para lembrar: a apresentação do livro é de Luis Fernando Veríssimo e a editora é Ediouro.
O único problema é encontra-lo nas livrarias. Aparentemente está esgotado nos fornecedores. Mas pode ser encontrado nos sebos virtuais, ou físicos, como foi o caso do que eu li. Para quem conseguir, uma boa leitura e uma boa viagem (na gastronomia francesa)!

OBS.: Este post não é um publieditorial. É apenas a minha opinião sincera sobre a obra.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Molho de Tomate Rápido e uma Homenagem



Molho de tomate não podia faltar aqui em casa. Algumas vezes cheguei a fazer paneladas e congelar para ter sempre que quisesse. A verdade é que dá um trabalhinho fazer o molho de tomate seguindo a tradição italiana (embora seja o sugo na sua melhor forma) e ultimamente ando sem tempo para cozinhar por causa do trabalho. Nessas horas eu apelo para minha receitinha rápida e “quase” caseira.

Ingredientes:

3 tomates maduros cortados em cubinhos
1 cebola pequena cortada em cubinhos
½ pimentão pequeno cortado em cubinhos
2 dentes de alho amassados
Sal a gosto
3 colheres de sopa de óleo de soja
Orégano e/ou manjericão a gosto
1 saché de molho de tomate pronto (aquele bem conhecido) sabor Natural Clássico*

*Não gosto do sabor de molho de tomate pronto. Só uso no lugar do extrato de tomate para encorpar o molho e não ficar ácido.


Refogar em óleo quente o pimentão e a cebola até que fiquem levemente dourados. Acrescentar o alho e misturar. Adicionar o tomate, misturando bem. Tampar a panela e aguardar que o tomate solte um pouco da água e amoleça. Misturar novamente e, se o tomate estiver bem amolecido, acrescentar o molho de tomate pronto. Acrescentar o orégano e o sal e aguardar a incorporação dos ingredientes. O tempo total de cozimento é de uns 30 minutos. Pronto! Use na massa que você quiser!


Pausa para uma homenagem:

Desde criança adotei a culinária italiana como a minha predileta. Não sei se por influencia ou por gostar muito mesmo. De alguma forma, a preparação de molhos de tomate na minha família recebeu a influência fortíssima de um tio Italiano muito querido, o tio Camuso. Tive muita resistência quando decidi preparar o molho de forma não convencional e também na hora de postar esta receita rápida, por imaginar que ele não a adotaria.
Ele nos deixou há poucos dias. Está na companhia eterna do Pai. Deixa saudades e um legado culinário que tem muito significado pra mim. Deus abençoe grandemente a sua família, fortalecendo seus laços de amor e de fé.


Lembram da Berinjela Gratinada que postei aqui tempos atrás?? Aprendi com ele! Amo esta receita!

domingo, 15 de julho de 2012

FAZ BEM: Biomassa de Banana Verde



A partir de hoje vamos estrear o que, no futuro, poderá ser uma página especial no blog Maná da Mamãe: o marcador, a sessão, a coluna, a página será chamada (o) FAZ BEM. Ela trará somente posts com receitas que tratem de alimentação alternativa que auxiliem em terapias e dietas alimentares. Esta idéia vem de algumas observações feitas por mim, na minha família, que gosta e precisa optar por estas alternativas algumas vezes. Estas alternativas têm apresentado resultados satisfatórios no dia-a-dia deles e espero que possam trazer benefícios aqueles que queiram levar uma vida saudável, sem sacrificar tanto o paladar exigente.
Uma dessas idéias inspiradoras vem sendo divulgadas na mídia, apresentando a banana verde como uma opção reveladora de alimento probiótico que auxilia no bom funcionamento do intestino. Especialistas afirmam que a polpa da banana verde possui um amido especial chamado amido resistente. Veja os benefícios:
  •  Produz substâncias que servem de fonte de energia para bactérias benéficas da nossa flora intestinal e atua como fibra insolúvel, (previne ressecamento e doenças associadas)
  •  Mantém os níveis de glicose no sangue controlados (previne diabetes)
  •  Controla o acúmulo de gordura corporal (previne obesidade)
  • Atua na redução do colesterol (previne doenças do coração)


Quer mais algum motivo??? Pois bem, é possível fazer receitas deliciosas com a biomassa de banana verde. Ela não tem sabor e substitui o trigo em muitas receitas. Pode ser utilizado em sucos, vitaminas, no feijão do dia-a-dia, nas sopas, no mingau, bolos e tantas outras receitas. Por enquanto, o post de hoje é para mostrar o passo-a-passo da preparação da biomassa. Outros posts virão para divulgar receitas preparadas com ela, ok?!

Ingredientes:

Banana verde na quantidade que desejar (usei 8 bananas nanicas orgânicas nesta receita)
Pode ser feita com qualquer variedade de banana

-Lave bem as bananas, corte as pontas e leve para cozinhar na panela de pressão em água fervente
-Cozinhe na pressão por 8 minutos e depois desligue o fogo. Deixe mais 12 minutos na panela ainda fechada. Só abra a panela depois de ter saído todo o ar (não forçar a saída do ar).
-Retire as cascas das bananas e bata no liquidificador ainda quente até que forme uma massa lisa e homogênea
-Coloque em um recipiente de vidro e feche.
-Dura + ou - uma semana na geladeira ou 4 meses no freezer. (Deixar degelar para usar)



Informações técnicas obtidas aqui
Informações sobre a responsável pela criação da biomassa e das receitas - Heloísa de Freitas Valle

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Como montar voil-au-vent




O voil-au-vent é um petit four versátil de origem francesa muito gostoso. Pode ser doce ou salgado, dependendo do recheio que leva. Feito com massa folhada, é montado em camadas vazadas no centro que se transformam em um orifício depois de assadas, onde pode ser colocado o recheio. Acho muito criativo e fica muito apresentável e elegante. Ótimo para servir em festas, buffets e entradas. O ideal é fazer com massa folhada feita em casa, mas pode ser feita com a comprada pronta encontrada nos supermercados, como eu fiz. Veja o passo a passo:

Ingredientes:

Massa folhada comprada pronta
Cortadores de massa no formato que quiser (Tamanho pequeno e médio)
Papel manteiga
I ovo batido
Pincel culinário

A massa já vem aberta e pronta para ser aplicada em qualquer receita, bastando cortar no formato que quiser. Apóie a massa numa superfície firme e use o cortador de tamanho maior para fazer a base (apenas um quadrado, como na foto). Em seguida, corte vários quadrados (cortei 6) maiores e nesses maiores faça um corte com o quadrado menor, vazando o quadrado maior. Pincele as bordas do quadrado-base com ovo e “cole” o 1º quadrado vazado (faça o mesmo com os outros 5 quadrados vazados). Pincele também o último quadrado vazado (para corar a massa quando assar). Leve o voil-au-vent montado numa fôrma coberta com papel manteiga a geladeira por uns 30 minutos e, em seguida, ao forno previamente aquecido a 180°C. Retire do forno quando a massa estiver corada. Pronto, recheie a gosto!!

DICA: Retire a massa da geladeira a proporção que for usando. Lembre-se que a massa folhada é basicamente feita com bastante manteiga e trigo. Se ficar muito tempo fora da geladeira, ela amolece inviabilizando o trabalho com ela.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Maria Mole Degradê



Há algum tempo vi algumas mesas de festas (americanas) decoradas com marshmallow colorido (eles adoram esses doces coloridos). Nós temos a maria mole, um equivalente do doce americano, criado por um descendente de italiano chamado Antonio Bergamo, de São Paulo (procurei mais informações sobre ele, mas não encontrei). Pensei em dar a maria mole um ar diferente, meio americanizado e com ar de festa: comprei a maria mole industrializada com sabor de coco (por ser branca) e colori com corante gel culinário.

Ingredientes:

1 pacote de maria mole sabor coco (seguir as instruções de preparo do fabricante)
1 pocote de coco ralado desidratado

Dividir a massa já processada em três partes iguais e acrescentar diferentes quantidades de corante da mesma cor a cada porção para dar o efeito degradê. Colocar num refratário a maria mole de cor mais forte, e em seguida as demais cores em tons mais claros de forma a dar o efeito degradê. Espalhe coco ralado em cima e leve a geladeira por, pelo menos, 1 hora. Enfim, dá pra fazer um monte de combinações. Crie a sua!!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Lembrancinhas Comestíveis de Aniversário da Minha Princesa (1 aninho)




Parece que foi ontem..., mas ela já está com quase 3 anos e não me dei conta...passa rápido demais!! Na ocasião não sabia o que fazer, só sabia que não queria encomendar. Queria ter o prazer de colocar a mão na massa (neste caso, nas jujubas). Não me lembro quanto gastei, mas lembro que uma amiga, a Elzi, me ajudou em algumas etapas, já que eu estava sozinha nessa empreitada. Encontrei um tutorial ensinando o passo a passo. Se eu fizesse hoje, mudaria algumas coisas, como por exemplo, ao invés de usar palitos usaria cola culinária (na época não sabia que existia...rsss). Mas valeu a pena cada centavo, cada material utilizado, cada minuto investido. Como o tema da festinha era “jardim”, coube como uma luva. O resultado é esse ai e o site com os passos está aqui.

Olha ela aí !! Curiosa desde sempre...Amo,amo,amo!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Carta de Azeites: Novidade nos Restaurantes



Há tempos presente nas mesas dos restaurantes, os galheteiros estão para serem aposentados e substituídos pela Carta de Azeites, assim como acontece com os vinhos. Diferenciados pela origem, variedade, qualidade, sabor, teor de princípios ativos favoráveis a saúde, cor, forma de cultivo e produção, engarrafamento, acidez e tantos outros itens que os qualificam, os azeites terão sua própria “adega” nos restaurantes. Preocupados com o consumo inadequado do ouro líquido, os europeus iniciaram essa prática (que já chegou ao Brasil) que permite aos degustadores experimentar as mais diversas “safras” de azeites sem precisar adquiri-las. O azeite é servido em doses, que variam aproximadamente, entre 20 e 30 ml, com preços entre R$ 2,00 e 20,00, acompanhando o cardápio da casa ao gosto do freguês. Que venham os azeites, pois estou ansiosa para experimentar a novidade!!

Aconselho os restaurantes desavisados a assistirem esse vídeo:



Para saber mais sobre azeites, clique aqui para ver outro post 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dicas importantes na hora de dourar massas



Você sabia que é preciso técnica na hora de dourar a superfície de massas e tortas? Achei interessante um texto que li sobre isso em um livro da coleção A Grande Cozinha, da Abril Coleções que comprei a alguns anos atrás. Gostei tanto que queria compartilhar com vocês:
                As massas podem ser douradas com ovos inteiros, só as gemas, com ovos e leite ou com as gemas e leite. A diferença está em alguns procedimentos:
  • Não pincele camadas grossas e irregulares de ovo, pois ficam antiestéticos, parecendo fios de ovos endurecidos. Assim, ao usar ovos inteiros, adicione uma pitada de sal, que faz com que a clara fique mais liquida;
  • O acréscimo de água ou leite (1 colher de sopa rasa por ovo) também ajuda a espalhar o ovo;
  • Passar o pincel na borda do recipiente ajuda a retirar o excesso de ovo;
  •  A cor dos ovos pode ficar mais acentuada adicionando uma pitada de café solúvel antes de batê-los;
  • O uso de gemas puras para dourar é geralmente reservado aos biscoitos, já que necessitam de um cozimento mais rápido, pois a água encontrada na gema evapora rapidamente e a douração pode escurecer demais;
  •   Ao corar massas folhadas, o ideal é não passar o ovo nas bordas pois ele bloqueia o crescimento regular da massa;
  • A massa brisée (a massa podre) deve ser pincelada duas vezes: antes de descansar na geladeira e na hora de assar.


É isso aí...Vivendo e aprendendo!!


Fonte: Coleção A Grande Cozinha, volume 6, Editora Abril, 2007

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rock Candy (Rocha Doce, Doce de Cristal??). Você Conhece?


Imagens retiradas do Google Images


Visitando alguns blogs de decoração e eventos, encontrei várias vezes esses doces fazendo parte do cardápio de festas de outros países. É um doce formado pela cristalização de açúcar saturado em um palito ou cordão em solução aquosa. São coloridinhos e engraçadinhos, originalmente são usados para adoçar chás, cafés ou outra bebida. Ele é produzido em escala industrial, mas existem vários tutoriais na rede ensinando a fazer o doce em casa. É super simples, basta ter paciência, já que a cristalização do açúcar nestas condições é um processo lento (7 dias, em média). É um procedimento experimental interessante para explicar a formação de cristais (aos professores de ciências de plantão).
Fiz um teste, seguindo uma receita encontrada na net. Como a solução ficou açucarada demais, os cristais se formaram muito rápido (em 1 dia apenas). Vou tentar fazer novamente e postar aqui com o passo a passo.


Este vídeo ensina a fazer:


domingo, 30 de outubro de 2011

Zaatar caseiro na sua receita!!


Tem sido difícil encontrar esse tempero tão comum das receitas árabes (quibe, esfirra, kafta, etc.) aqui na cidade. Resolvi o problema preparando o meu. Se lá no oriente médio cada família tem a sua própria receita e usa a quantidade e os temperos que quiser, pois bem. Aí está:
Ingredientes:
1 xícara de orégano em pó
1 xícara de gergelim branco
1 xícara de coentro em pó
1 xícara de manjerona em pó
1/3 de xícara de sal
1 colher de sopa de ácido cítrico*

 *O acido cítrico é um antioxidante natural usado na conservação de alimentos e extraído de frutas como a laranja e o limão. Eu encontrei numa loja que vende produtos alimentares para festas e confecção de biscuit (ele também é utilizado para conservar a massa de biscuit).

 É só misturar tudo e guardar num vidro de maionese bem fechado.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pesos e Medidas na Culinária




Já perdi receitas por usar medidas que eu considerava adequadas. Sem falar que, enquanto nós usamos a medida em xícaras e colheres, muitos gastrônomos estão sugerindo o uso de medidas em gramas, o que causa muita confusão para quem não vive da cozinha. Para isso, é necessário usar uma balança de precisão, o que nem todo mundo tem. O ideal é seguir as medidas sugeridas nas receitas e se não der certo, seguir as tabelas abaixo que se aproximam da medida ideal:

Líquidos (por peso)

10g
40g
60g
100g
Água,leite, café, etc.
2 colheres
(chá)
2 ½ colheres
(sopa)
½ de xícara
1/3 de xícara
Óleo, azeite
1 colher
(sopa)
4 colheres
(sopa)
1/3 de xícara
½ de xícara
Mel
½ colher
(sopa)
2 colheres
(sopa)
3 colheres (sopa)
1/3 de xícara

Para farinha de trigo

1 xícara
120g
½ xícara
 60g
1/3 de xícara
 40g
¼ de xícara
 30g
1 colher (sopa)
 7,5g
Para chocolate ou caucau em pó
1 xícara
 90g
½ xícara
 45g
1/3 de xícara
 30g
¼ de xícara
 20g
1 colher (sopa)
   6g
Para manteiga, margarina, gordura vegetal
1 xícara
 200g
½ xícara
 100g
¼ de xícara
   65g
1 colher (sopa)
   15g
Para líquidos (por volume)
(leite, água, óleo, bebidas alcoólicas, café, etc)
1 xícara
 240ml
½ xícara
 120ml
1/3 de xícara
  80ml
¼ de xícara
  60ml
1 colher (sopa)
  15ml
1 colher (chá)
    5ml
  Para açúcar

1 xícara
180g
½ xícara
 90g
1/3 de xícara
 60g
¼ de xícara
 45g
1 colher (sopa)
 12g

Fonte: Coleção A Grande Cozinha, volume 6, Editora Abril, 2007
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